Vespa Velutina

Ação de sensibilização permitiu partilha de conhecimento

No dia 15 de março a Ader-Sousa, conjuntamente com os parceiros do grupo operacional – Controlo e minimização de prejuízos da espécie invasora vespa velutina nigrithorax na produção apícola, promoveu uma ação de sensibilização, em formato webinar, que teve como objetivo a apresentação dos resultados intercalares do referido projeto e a sensibilização para a importância da colocação de armadilhas.

A sessão de abertura ficou a cargo de Susana Oliveira, vice-presidente da direção da Ader-Sousa, que referiu a importância da realização deste eventos para os apicultores e para a comunidade em geral.

José Aranha, Professor da UTAD e coordenador dos trabalhos de investigação em curso, apresentou os resultados da investigação que tem sido efetuada no Território desde 2018 e que se prolongará até final de 2021, destacando as cartas de densidade de ninhos e de transumância, que se constituirão como importantes instrumentos de apoio à tomada de decisão pelo apicultor. Apresentou ainda a evolução da problemática a nível regional e nacional, referindo que em 2012 já foram registados 43 ninhos, número que tem sido crescente, tendo atingido o seu pico no ano de 2019, com o registo de mais de 21 mil ninhos, afirmando que não se trata de eliminar a praga, sendo isso impossível, mas antes mitigar os seus efeitos.

Nesta sessão participaram também os coordenadores dos Serviços de Proteção Civil dos municípios de Felgueiras, Lousada, Paredes, Paços de Ferreira, Penafiel, que apresentaram a evolução desta problemática em cada município e partilharam as estratégias que têm vindo a ser adotadas na sua mitigação. Estratégias que passarão também pela realização de ações de informação e sensibilização junto das populações locais e comunidades escolares, iniciativas em que Ader-Sousa manifestou disponibilidade para colaborar.

Pelo Serviço de Proteção Civil Municipal de Felgueiras foi explicada a atuação da equipa bem como as dificuldades encontradas. Foram destruídos 279 ninhos em 2020 e 21 já em 2021. A atuação futura passa pela sensibilização das escolas para importância de colocação de armadilhas.

Pelo Serviço de Proteção Civil Municipal de Lousada foi explicada a atuação até 2020 desta equipa. Destruição noturna de ninhos. Também foi utilizado modo ‘inseticida’. Com os apoios estatais, foi adquirida uma viatura e fatos para o combate específico a esta praga. Este ano conta apenas com 2 ocorrências e delas, 1 ninho ainda ativo. Em 2020 foram eliminados 283 ninhos. Plano para futuro é sensibilizar a população, juntas de freguesia e apicultores.

Pelo Serviço de Proteção Civil Municipal de Paredes foi transmitida a atuação no combate no uso de maçaricos e inativação com inseticida. Os recursos humanos existentes escassos para tantas ocorrências. Em 2019 foram comunicados 525 dos quais 460 eliminados. Em 2020, 423 e 393 eliminados. Em 2021 existem 24 suspeitos e foram já identificados ninhos primários. A sensibilização é efetuada junto das juntas de freguesia, apicultores e população, divulgando o plano municipal nesta matéria. Atuação de eliminação de ninhos ocorre em média de 48 horas.

Pelo Serviço de Proteção Civil Municipal de Paços de Ferreira foi informado que o primeiro ninho foi detetado em 2014. A incineração é ainda um dos métodos utilizados, existindo um protocolo com os bombeiros voluntários.

Pelo Serviço de Proteção Civil Municipal de Penafiel foi comunicado que em 2020 foram eliminados 447 ninhos, com pico em 2019 (785). Houve um nº bastante maior de ninhos reportados. Apresentados dados nas freguesias com maior incidência, coincidindo sobretudo com áreas urbanas. Iniciadas destruições por incineração. Desde 2018, usado o método de inseticida.

Destaque ainda para a intervenção de Alexandre Vieira, Presidente da Associação de Apicultores do Marão e apicultor, que partilhou a sua experiência nas boas práticas a adotar no maneio das colmeias e no combate à vespa, nomeadamente através da construção e colocação de armadilhas junto dos apiários.

No debate foram questionadas quantas armadilhas colocar pelo que o Eng.º Alexandre informou que na fase de predação não são necessárias muitas armadilhas, já na fase das fundadoras é muito importante armadilhar bastante. Recomenda um combate económico à vespa, sendo que a apicultura é já uma atividade cara.

O apicultor César apresentou testemunho/experiência de algumas armadilhas/iscos, tendo tido muito boa experiência com fermento de padeiro e especialmente de arpas eletrificadas que ele próprio construiu.

Debateu-se o porquê de uma prevalência maior de ninhos nas áreas urbanas, sendo justificado por ter mais população os avistamentos são mais frequentes. As zonas rurais, em especial com linhas de água, são as mais apelativas para a vespa. Haverá uma relação de 1 ou 2 ninhos rurais por cada 1 que é avistado em zonas frequentadas por pessoas.

A questão da verificação da existência de mais que um ninho secundário da mesma colónia sendo possível são geralmente ninhos não fecundos.

Após o debate a sessão foi encerrada pelo coordenador da equipa técnica da Ader-Sousa, José Sousa Guedes, que mencionou a importância da sessão, agradecendo a colaboração dos participantes e dos oradores.

Fonte: https://www.go-vespa.pt

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