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Melão Casca de Carvalho

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Melão Casca de Carvalho do Vale do Sousa

Da preservação das práticas culturais e agrícolas de muitas gerações de agricultores resultou um produto único, com um elevado potencial de comercialização, o qual poderá facultar à agricultura regional uma importante mais-valia económica

São as particularidades do local de produção que faz deste melão um produto distinto de todos os outros existentes no mercado. O melão casca de carvalho adapta-se muito bem às condições climáticas e pedológicas do Vale do Sousa. De carácter sazonal e local, este fruto de rendilhado intenso, sabor picante e sumarento é, desde sempre, procurado em eventos, feiras e romarias da região.

O Melão Casca de Carvalho do Vale do Sousa apresenta uma casca de cor cinzenta com manchas verdes escuras e de textura reticulada fina a média (densidade média a baixa). A polpa, de cor salmão, com ou sem fibras, tem sabor apimentado e pouco doce mas equilibrado - apresentando teores em açúcar entre os 9 e 10 % grau Brix. É bastante suculento e aromático.

Para além de todos os aspectos morfológicos referi-dos, este ecótipo de melão apresenta forma oblonga curta a oblonga normal e um peso entre 4 a 5 Kg.

O Cultivo

Não obstante a grande motivação de muitos produtores do Vale do Sousa, que se dedicam ao cultivo do melão casca de carvalho, as condições climatéricas e do solo (edafoclimáticas) são funda-mentais para o sucesso da produção. Os solos franco--argilosos e argilo-arenosos são os mais indicados, por serem ricos, facilmente mobilizáveis e terem certa consistência, permitindo o bom desenvolvi-mento das raizes. O clima ameno e não demasiado húmido do Vale do Sousa favorece o seu cultivo e a qualidade do produto final.

Preparação do Solo

É fundamental uma boa preparação do solo e drenagem. Devido à sensibilidade da cultura aos ataques de doenças criptogâmicas, essencialmente, o fusario e a verticiliose. O melão casca de carvalho deve ser cultivado em terrenos nunca utilizados com a cultura ou sob regime de rotação de 7 anos.

Era costume abrir uma vala e incorporar muita matéria orgânica, em resultado da inexistência de adubos, preparavam-se as camas para a sementeira do melão com antecedência. Com o progresso tecnológico, cultivar o melão casca de carvalho tornou-se mais fácil. A adubação de fundo é realizada em função da maior ou menor riqueza dos elementos que constituem o terreno. É incorporado estrume bem curtido e convenientemente espalhado pelo terreno. A adubação de cobertura deve ser azotada e fraccionada no mínimo duas vezes com uma grada-gem. Devido ao melão ser exigente em molibedénio, aplicam-se adubações foliares durante o ciclo vege-tativo da planta, prevenindo e corrigindo esta e outras carências nutricionais.

Sementeira e Plantação

Antigamente, o melão casca de carvalho era semea-do. Actualmente, devido às alterações do clima na região, há quem realize a plantação, para que a época de colheita se mantenha. Normalmente, a sementei-ra ou plantação do melão realiza-se durante os meses de Abril e Maio.

Rega

Se o tempo estiver seco, deve-se aplicar uma rega antes de se efectuar a sementeira/plantação do melão casca de carvalho. Deve evitar-se regas sucessivas no cultivo, principalmente na época de floração, para que os frutos não gretem. Já na fase de maturação do fruto, os períodos entre as regas são alongados, para evitar o aparecimento de doenças no meloal.

Poda

O sucesso de produção está também associado à poda executada e adubação aplicada ao cultivo. Durante o ciclo vegetativo, a planta é “capada” (podada), normalmente à 3ª folha, visando um menor número de frutos com maior dimensão por pé. A segunda poda à planta de melão é realizada acima da 3ª ou 4ª folha, no caso de poda curta, ou, na 7ª ou 8ª folha, no caso de poda longa.

Doenças e Pragas

Esta cultura é sensível ao ataque de doenças cripto-gâmicas e pragas. Doenças: fusariose (Fusarium oxysporum f. sp. melonis); verticilose (Verticillium dahliae). Com menos intensidade: míldio (Pseudo-peronospora cubersis); oíldio (Spharotheca fuliginea); podridão cinzenta (Botrytis cinerea) e antracnose (Colletotrichum lagenarium). Pragas: afídeos (Aphis gossypii); ácaros (Tettanychus urticae); mosca branca (Trialeurodes vaporariorum) e a tripe (Frankliniella occidentalis).

Colheita

Os tratamentos ao melão são realizados apenas quando estritamente necessário, recorrendo-se a produtos de menor grau de toxicidade possível, quer para a planta, quer para o meio ambiente.

Tradicionalmente, a colheita realiza-se de Julho a meados de Setembro. O fruto é colhido quando está maduro e de manhã. Tratando-se de um fruto de época, deve ser colhido e consumido, de preferên-cia, no próprio dia. No entanto, o seu poder de conservação, à temperatura ambiente, é de 5 dias.

Enxertia

Para valorizar o produto e reduzir os problemas causados pelas doenças do solo, introduziu-se, na região, a enxertia. Esta prática requer condições específicas de humidade e temperatura, conhe-cimento técnico e habilidade por parte do produtor. Como o solo é um recurso escasso, o enxerto é também utilizado para a obtenção de uma maior produtividade. Os frutos provenientes de enxertia apresentam maior dimensão e homogeneidade e sabor doce e apimentado mais acentuado.

Selecção da semente

Por altura da colheita, o produtor escolhe o melhor melão, aquele que reúne todas as características de tipicidade e autenticidade e retira-lhe a semente que, depois de lavada, é seca ao sol e guardada (se for bem acondicionada, a semente conserva-se entre 2 a 4 anos). Deve ser armazenada em local seco e arejado. Na altura da sementeira é sujeita a uma desinfecção.

Embora ocorram situações de semente de melão procedente de cruzamentos, disponibilizar semente certificada no mercado é um dos objectivos que os produtores pretendem atingir para solucionar esta situação.


Qualificação do Melão Casca de Carvalho

Qualificar é uma tarefa única que consiste em decla-rar um nome geográfico para designar um produto originário de uma determinada região, que tem qualidades, características e reputação decorrentes das particularidades naturais e humanas da mesma.

No intuito de criar condições que permitam melhorar a qualidade e as condições de escoamento dos produtos das Terras do Sousa, estimulando a organização, certificação, promoção e comerciali-zação dos mesmos a ADER-SOUSA - Associação de Desenvolvimento Rural das Terras do Sousa - tem vindo a apoiar a Associação de Produtores de Melão e de Hortícolas do Vale do Sousa no registo de “Vale do Sousa” como Denominação de Origem (Protegida) para o Melão Casca de Carvalho. Foi entretanto elaborado o cademo de especificações entre outros procedimentos necessários ao pedido de registo, que se encontra em fase de análise e aprovação pelas entidades competentes.

Brochura divulgativa do
Melão Casca de Carvalho
do Vale do Sousa
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Se é produtor de Melão Casca de Carvalho
do Vale do Sousa, proceda ao seu registo
como operador na
Associação de Produtores
de Melão e de Hortícolas do Vale do Sousa
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