Fauna - AderSousa - Associação de Desenvolvimento Rural das Terras do Sousa

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Terras do Sousa > Caracterização Física
 

Fauna

 
 

Peixes - Tanto a bacia do rio Sousa como a bacia do rio Ferreira têm uma fracção importante da comunidade piscícola constituída por várias espécies de ciprinídeos, sendo menos frequente a presença de outras famílias. Dentro daquela família destaca-se a importância da boga-do-Norte e do góbio, e, numa percentagem bastante menor, é possível encontrar ainda espécies como ruivaco e enguia. Espécies como perca-sol e achigã foram apenas detectadas no troço inicial do rio Sousa, enquanto a truta a montante do mesmo. Das espécies não piscícolas, o lagostim vermelho da Louisiana é uma das mais abundantes, seguida dos anfíbios e cobras-de-água.

Mamíferos - A lontra, espécie associada a habitats aquáticos, apresenta uma alimentação maioritariamente constituída por peixes, tendo-se observado uma correlação positiva entre a disponibilidade de alimento e a presença de lontras. A presença de lontra nas bacias dos rios Sousa e Ferreira foi detectada pela recolha regular de excrementos. Para além da lontra, foi também detectada a presença da raposa, esquilo, coelho e texugo.

Micromamíferos - A diversidade específica deste grupo foi analisada recorrendo à recolha e análise de egagrópilas de aves de rapina. Esta análise apenas foi realizada em alguns pontos da bacia hidrográfica do rio Ferreira. De todas as espécies encontradas evidencia-se a presença de dois géneros: Pitymys sp. com uma percentagem de cerca de 43% (rato lusitânico e rato-dos-prados-mediterrânico) e o musaranho-de-dentes-brancos com cerca de 29%. As restantes espécies encontradas foram: rato-das-hortas, rato caseiro, rato-dos-bosques, ratazana, rato-do-campo. ouriço-cacheiro e toupeira-de-água.

Répteis e anfíbios - a presença desta classe foi avaliada nas duas bacias, Sousa e Ferreira, tendo sido detectada: rã-verde, rã-ibérica, tritão-marmorado, tritão-de-ventre-laranja, salamandra-lusitânica, cobra-de-água-de-colar, cobra-de-água-viperina e lagarto-de-água.

Aves - Existe um grande número de espécies que ocorre em quase todos os habitats, no entanto, para outras espécies é possível estabelecer uma relação com o habitat. Os carvalhais podem ser considerados os habitats mais propícios para a observação deste grupo e, apesar de terem vindo a diminuir, ainda se encontram bastantes na área estudada. Nestas zonas podem ser observadas espécies como o chapim-preto, o chapim-de-poupa, a carriça, o gaio-comum, o rabiruivo-preto, a toutinegra-de-cabeça-preta, o cartaxo-comum e o corvo.

Os pinhais, embora sendo considerados menos diversos, também possuem algumas espécies que deles dependem como o chapim-preto, o tentilhão e o açor. Em zonas rochosas e escarpas pode-se encontrar espécies como o falcão-peregrino, o bufo-real, o peneireiro-comum, a andorinha-das-rochas e o melro-azul. Em zonas cavernícolas aparecem o trigueirão e a perdiz. Em zonas com maior influência agrícola, podem encontrar-se o melro-preto, a poupa, a rola-brava, o pombo-torcaz, a gralha-preta, o estorninho-preto e o estorninho-malhado. Outras espécies não aparecem associadas a um habitat específico, podendo ser observadas com bastante facilidade como o chapim-real, o chapim-rabilongo, a toutinegra-de-barrete-preto, o pisco-de-peito-ruivo, o cuco, a andorinha-dos-beirais, o verdilhão-comum, o chamariz a rola-turca, opardal-comum, a andorinha-das-barreiras e o introduzido bico-de-lacre; outras como a coruja-das-torres e a águia-d`asa-redonda são mais difíceis de observar devido ao muito menor número de exemplares em comparação com as espécies anteriores. Algumas espécies podem ser identificadas por apresentarem um comportamento característico, como a trepadeira-comum, o peto-verde, o pica-pau-malhado-grande e o pica-pau-malhado-pequeno que se deslocam verticalmente na procura de insectos que furam a madeira e respectivas larvas. Outras aparecem sobretudo em zonas ripícolas alimentando-se junto às margens, como a alvéola-cinzenta, a alvéola-amarela, a alvéola-branca e a garça-real; outras mergulham todo o corpo na água, como o melro-de-água que prefere zonas de rápidos e açudes e o guarda-rios.

 
 
 
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